Tuesday, 28 Sep 2021

“A MÚSICA É ONDE EU FAÇO TUDO O QUE QUERO”: A LEVEZA E A JUVENTUDE NO SOM DE KAIKE

(Foto: Fábio Setti/Divulgação)


CANTOR MINEIRO KAIKE É A ESTRELA DE SETEMBRO DA LUZEIRO E, AOS 15 ANOS DE IDADE, CONTA SOBRE ÁLBUM DE ESTREIA, INSPIRAÇÕES MUSICAIS E PROCESSOS DE COMPOSIÇÃO

Descontraído e jovial, assim como a tão pouca idade já indica, Kaike é uma das revelações da música mineira (e brasileira) que mais tem chamado a atenção de fãs e outros artistas em todo o mundo. Autor de canções como “Rosa”, “Vem”, “Lojinha do Zé”, “Crime” e a dançante e mais retrô “É Esse o Sentimento”, o cantor tem um repertório musical variado e bastante eclético, e não se encaixa e muito menos quer ser definido por apenas um gênero musical.



KAIKE E O INÍCIO DE TUDO


Cheio de referências musicais que passam desde sua diva Marina Sena, passeiam pela pernambucana Duda Beat – foi com um cover deBack to Bad”, postado no Instagram, que o jovem começou a ser notado pelo cenário musical brasileiro – e chegam até a cantora colombiana-americana Kali Uchis, Kaike experimenta inúmeras sonoridades em suas músicas – ao mesmo tempo que cada uma delas tem o toque especial e singular do artista. 

Com uma veia artística que o acompanha desde a infância na igreja, a dança foi a introdução de Kaike ao mundo musical. “A música sempre esteve comigo desde criança, mas dançar era muito mais forte. Eu me apresentava em festivais, dançava nas festas de família e também na igreja. Com o tempo, eu fui me afastando da igreja e também da dança…  mas, hoje, eu tô voltando a dançar mais.”



Já da música, Kaike nunca se afastou. Ele, que desde criança queria trabalhar como youtuber, começou a usar as plataformas digitais para divulgar seu talento, mesmo que de forma amadora. “Depois da dança, eu comecei a cantar mais, sabe? Em 2019, comecei a gravar alguns covers e postar no YouTube e parei depois de, sei lá… dois meses, três meses. Fiquei nesse hiato até setembro de 2019, quando  fiz um cover da Duda Beat, postei no Instagram e, nisso, ela viu e aí várias pessoas chegaram no meu Instagram. Fiquei muito feliz com o reconhecimento dela… foi chique demais! Aí eu comecei a gravar mais covers e fui conquistando públicos e mais galera…  enfim, foi muito legal! E, em 2019, foi quando comecei a compor músicas.”

DA POESIA ÀS COMPOSIÇÕES

A jornada escolar de Kaike também teve grande influência em seus hábitos de escrita e produção de texto, os quais sempre provocaram elogios das professoras e, hoje, inspiram diretamente suas composições. “Em 2018, eu mudei de escola. Nessa escola, que estudo até hoje, tem sarau de poesias, então eu comecei a escrever poesias. Desde ali, eu já estava acostumado com a escrita. Mas quando o assunto é compor, sempre foi [sobre] amor, desilusões amorosas e afins. Não saí outra, é muito natural escrever sobre amor, sobre tudo isso.”

Mesmo aos 15 anos, o tema amor não assusta, muito menos deixa Kaike acuado. Quando perguntado sobre o que o inspira na hora de compor suas canções e como é falar de amor mesmo sendo tão novo, ele é objetivo: “É meu eu apaixonado que tá aqui na minha mente. Eu começo a escrever e sempre sai de amor, sabe? Nas minhas novas composições, estou conseguindo sair um pouco da narrativa de amor, mas sempre tem amor. Para mim, é muito mais fácil escrever sobre algo que eu não vivi, porque eu posso inventar o que quiser. Então eu invento histórias na minha mente, me inspiro em histórias de amigos, enfim… eu posso me jogar, ter uma tela em branco em que possa pintar do jeito que eu quiser. E tratar disso tão novo, sobre um tema assim [amplo], para mim, é demais. Porque é sobre isso: é sobre jovens artistas fazerem sua arte do jeito que quiserem”.



A PAIXÃO PELO AUDIOVISUAL MARCA O TRABALHO DE KAIKE


Foi após ser notado na internet pela cantora Duda Beat, que a sua atual produtora, Clara Borges, entrou em contato com o artista pela DM de seu perfil no Instagram. Logo depois, Kaike assinou contrato com a distribuidora Altafonte e, hoje, já possui cinco singles lançados.  Segundo o cantor, os seus incentivos para seguir na música são as pessoas ao seu redor. “Eu gosto de dizer que a minha família, minha produtora, minha equipe, meu amor – principalmente, pela arte – é o que me incentiva. Meu início na música começou através da dança, que fluiu ali nas produções de texto, sarau de poesia, covers e internet.”

Além disso, um diferencial que chama muito atenção no trabalho de Kaike é o fato de estar sempre muito envolvido com a produção de suas músicas e clipes. Tudo tem o dedo dele, como ele mesmo gosta de dizer. Essa aproximação com a sua arte deixa uma marca especial e, a partir daí, é possível reconhecer o que tem de Kaike naquelas canções. Seus primeiros trabalhos já começaram assim: “Comecei a compor, sabe? Olhava uns ‘type beats’ na internet e começava a compor… pegava o violãozinho com os acordes que eu sei e tocava”. 

Portanto, quando o assunto é audiovisual, o jovem fica ainda mais animado. Entusiasta da área, o próprio perfil do Instagram de Kaike demonstra como ele ama experimentar. São colagens, vídeos experimentais e outras mídias que abriram caminho para o videoclipe de “Crime”, do qual é possível observar a impressão de Kaike por toda a parte. “Eu sempre fui uma criança muito dentro do audiovisual. Sempre gostei muito de gravar e editar vídeo e eu sempre fui uma criança muito curiosa. Quando tinha alguma dúvida, ia lá e pesquisava na internet. Assim, eu fui me virando e me apaixonando pelo audiovisual. Eu também sempre gostei muito de ‘empresariar’ as minhas primas, então eu gravava vídeo delas, editava e postava…”.

Arte feita por Kaike (Reprodução/Instagram)



ENVOLVIMENTO COM O TRABALHO


O toque pessoal que Kaike leva em suas produções é algo que o cantor recomenda para todas as pessoas que têm carreira musical. “O audiovisual sempre esteve comigo nisso, né? No Photoshop, no Sony Vegas da vida…  e trazer isso pro meu trabalho, nos clipes, traduzir a minha música para os clipes é algo muito massa, porque eu sempre gostei. Um clipe que tem muito de mim é ‘Crime’:  eu editei, gravei, roteirizei… ele tem muito de mim. E os novos clipes que vem por aí também terão mais de mim.”

Dessa maneira, ao se colocar muito em seus trabalhos, Kaike também passa a ser mais exigente com as suas produções. “Eu sempre gosto de comentar ‘ai, deixa eu fazer assim…’ Às vezes não dá, né? Mas eu gosto muito de ser intrometido, tem que ser!”



“EU OUÇO O QUE EU SOU”


Você, artista: apoie seu amigo independente que tá começando agora, é muito importante”: o artista mineiro reforça, ao falar sobre o apoio que recebeu de outros artistas mais consolidados. “Ter esse incentivo é muito gratificante para mim. É algo mágico, eu gosto muito. É muito importante esse apoio para quem está começando a sua carreira”.

Quem ouve o trabalho de Kaike consegue perceber várias influências que o artista experimenta, transforma e faz ser dele. “Eu tenho diversas inspirações musicais, Duda Beat é uma delas. Marina Sena, minha amiga, também. Tem o Lous and the yakuza e a própria Kali Uchis. São tantos, tantos… tudo que o meu ouvido tá ali ouvindo, consumindo, gosto de escrever. Se eu quiser escrever um trap, um rap, um funk, um pop, um MPB… para mim, é muito do momento. Tem um ditado que é assim: ‘a gente é o que a gente come’… e eu gosto de dizer que “eu ouço o que eu sou”.

(Divulgação/Fábio Setti)



O QUEM VEM POR AÍ


E o que futuro aguarda? Quem sabe… um álbum? “Pô! Álbum? Será que vem um álbum aí? Vem sim! Estamos produzindo o álbum. Terminamos, finalizamos as gravações… vem aí a coisa mais linda. Agora, eu e minha equipe estamos trabalhando nisso, focados totalmente nisso. Então vem por aí, tá, gente? Calma aí que vem o álbum! Tem muita coisa top que não posso contar, mas a produção tá ficando linda. Agora vamos ficar um pouquinho em hiato de singles, mas agora a gente vem com um álbum! Em breve, vocês vão conhecer mais desse trabalho que a gente tá criando com tanto amor.”

Com simpatia e descontração, Kaike é a Estrela de Setembro da coluna Luzeiro. 

“Minha música tem tudo de mim. Tem todo o meu lado mais dramático, apaixonado emocional… tem tudo de mim nas minhas músicas, tem todo o sentimento que tá aqui no meu introspectivo. Também têm inspirações de amigos, têm várias outras vivências, enfim… a minha música tem o mais de mim possível.”

Kaike





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